Região

“Desenvolvimento tem de ser para todos ou não vale”, diz prefeito de Casa Nova

Distante 572 quilômetros de Salvador, com 9.650 quilômetros quadrados de área, localidades a mais de 150 quilômetros da sede, com acessos só agora recuperados; localizado no norte do estado da Bahia, em pleno semiárido, ressentindo-se da seca contínua de cinco anos e da baixa do lago de Sobradinho. Aqui em Casa Nova, com as desventuras do clima; nos últimos quatro anos, juntou-se a incompetência administrativa e o desperdício dos parcos recursos públicos.

Esta receita resultou na perda da capacidade produtiva tradicional, na redução continuada das receitas próprias e de repasses e no processo rápido de perda de importância política no cenário baiano e nacional. O infortúnio econômico, administrativo e político, gera dramas sociais: deteriora-se o sistema educacional e de saúde pública. Os equipamentos públicos, a infra estrutura urbana e rural são sucateados. A mão de obra especializada e os mais capacitados, já raros, emigram.

“Este é o resumo do resumo da realidade que encontrei ao assumir a prefeitura no dia primeiro de janeiro de 2017” – Diz Wilker Torres, 38, eleito prefeito pelo PSB e completa: “Sem contar que não recebi nenhuma informação do prefeito anterior. Herdei um desastre no escuro” o que é confirmado pelo TCM que multou o ex gestor não fornecer e ainda obstruir o acesso às informações.

“Não tive dúvidas desde o primeiro momento: resolvi priorizar a saúde. Melhorar o atendimento, ampliar os serviços para o interior, dar condições dignas ao hospital, programar o abastecimento de medicamentos e insumos para que não faltem. Aumentar o número de médicos e de especialidades. Era urgente e fizemos isso”.

“Por outro lado decidi que nossas crianças não poderiam continuar a receber o tratamento que lhes fora dado por quatro anos consecutivos: Escolas caindo aos pedaços, creches instaladas em casas sem as minimas condições, merenda de mentira, professores desmotivados e sem capacitação. Por dois anos Casa Nova não alcançava a meta do IDEB e a evasão e a não matrícula estavam acima de todas as médias regionais. Refiz o quadro de professores, transferindo, recontratando, designando. Iniciei a reforma pelas escolas mais distantes e determinei um padrão de refeição à merenda, remodelei o transporte escolar, para render mais com menor custo. Agora estamos centrando esforços para motivar alunos, pais e professores. Já reduzimos a evasão escolar, as nossas avaliações iniciais nos dizem que o aproveitamento melhorou muito e vamos ultrapassar a meta fixada pelo MEC esse ano”.

Wilker sabe que nestes três anos e meio que lhe faltam de mandato nem tudo poderá ser recuperado, mas ele diz com fé: “Não posso apenas sonhar. Sei que Casa Nova, para desenvolver-se tem de produzir e ampliar o mercado de trabalho. Trouxe uma Universidade para Casa Nova nestes seis meses de governo exatamente para isso: formar mão de obra, oferecer mais capacitação e formação. Tenho conversado com os grande produtores de frutas, para que eles invistam na agroindústria, produzindo sucos, doces e ampliando a produção de vinho; busco investidores que possam explorar o turismo e já conversei com o governador sobre o apoio ao pequeno produtor rural para que possa melhorar o rebanho de caprinos e ovinos. Tudo tem de ser feito agora e estamos fazendo. Não quero desenvolvimento para poucos. Desenvolvimento tem de ser para todos ou não vale” – afirma, lembrando que por muitos anos poucos políticos, poucos comerciantes, poucos casanovenses, usufruíram da maioria dos benefícios.

Para o prefeito Wilker Torres não basta apenas a prefeitura dar o exemplo: “Precisamos estabelecer responsabilidades. Não há dúvidas e tenho provado isso, que nossa administração quer o melhor para todos. Ainda esta semana envio para a Câmara um novo código tributário, estabelecendo descontos e até isenção para multas e juros, reduzindo alíquotas, mas queremos que cada cidadão de Casa Nova assuma seu compromisso com o município. Não há como fazer o que é preciso fazer sem contar com nossos cidadãos, principalmente com empresários e produtores”.

“Não posso esquecer da crise, da situação política e econômica do Brasil, das dificuldades que o clima impôs à nossa região, mas isso tudo não nos desanima. Vamos escapar desse círculo onde pobreza gera mais pobreza, atraso gera mais atraso. Para isso converso com todos. Ministros, senadores, deputados, diretores de empresas, governador. Fui eleito com a responsabilidade de retomar o caminho do desenvolvimento e vou fazer isso” – encerra

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